segunda-feira, 16 de março de 2009

Déeeeeecimooooo!

Siëlaurtha!

Olá pessoaas! Desculpem o tempo do desapareçimento. xD

Vim postar o Cap. X.

Capítulo X ~

           Os dois desciam agora as escadas no dobro da velocidade com a que eles subiram. Dan ainda se encontrava assustado e em dúvida. “Por quê essas pessoas estão loucas por causa de um simples facho de luz!?”, pensou ele, atento aos degraus. Agora eles estavam de volta a parte deserta do mercado, que estava em caos completo. O garoto e o alquimista-chefe tiveram que se infiltrar na multidão. Correndo, os dois passaram pela parte fedida do mercado, e subiram em uma estreita viela, que dava acesso á um pequeno lugar, onde se encontrava uma pequena fonte, guardada por três estátuas de cavaleiros, que apontavam suas espadas para cima. Ren parou perto delas, e começou a murmurar algo desconhecido aos ouvidos de Dan. Magicamente, elas se moveram, e apontaram as espadas para a água, onde um círculo verde havia se desenhado.

            – Dan, no três a gente pula na água! – Gritou Ren.

            – Você ficou louco?

            – Um.

            – Eu não vou pular!

            – Dois. 

            – Para de brincar, Ren...

            – Três!

 

Antes que Dan hesitasse, ele havia sido puxado para a água junto com Renom. O garoto sentiu-se sem ar por um segundo, mas quando abriu os olhos, percebeu que estava numa saleta.

            – O quê foi aquilo!? – Perguntou.

            – O meio mais rápido, e o único disponível no momento de se chegar a um local seguro.

            Dan passou as mãos pelas roupas, e percebera que não estavam molhadas, e que ainda seu cabelo estava todo apontado para baixo.

            – É só uma impressão minha, ou estamos de cabeça para baixo?

            – Acertou. – Disse Ren. – Mas isso logo passa.

            Dan franziu o cenho e coçou a cabeça.

            – Eu ainda não entendo. – Disse, ironicamente. – Primeiro,  temos que correr do templo por causa de uma rajada de luz vermelha. Depois, enfrentamos a população da cidade em tumulto. Agora tivemos que pular numa fonte, e o lugar seguro é de cabeça para baixo! Você pode, pelo menos, me responder onde estamos, e o por quê da confusão?

            Ren segurou a vontade de rir da falta de paciência de Dan, e respondeu a pergunta. – Houve um rompimento da lei que rege todo esse reino.

            – E o quê isso significa?

            – Falta de paz e ação dos Juízes. – Ren relembrou os guardas de armaduras prateadas que tentaram prender o garoto. – E sobre o lugar, estamos num Clã, Daniel.

            – E o quê isso viria a ser?

            – Um lugar onde estamos protegidos. – O alquimista apontou para um brasão sobre a porta. – Esse é um dos mais importantes em todo o reino: O Clã da Guarda Real.

            Os dois andaram até a porta dupla da sala, que estava trancada. No lugar da maçaneta, havia uma pequena plaqueta de metal circular, que selava a porta. Nela, havia o desenho de dois pássaros – um para cima, branco, e um para baixo, preto. Ren colocou a mão sobre o selo.

– Aquilo que está em baixo é igual àquilo que está em cima, e o que está em cima é igual àquilo que está em baixo

O selo dos pássaros girou e Dan sentiu seu estômago revirar. Ele passou a mão pelos cabelos, e percebeu que tudo havia voltado ao normal . Ren sorriu para ele, perbendo a mudança. Com um clique, a porta se abriu. Os dois empurraram a porta, e um grande saguão se revelou. O lugar era luxuosamente decorado com cortinas rubras, tapetes dourados e almofadas. A sala se encontrava muito cheia, e o burburinho era insuportável. Dan e Renom desceram as escadas, e adentraram no meio da bagunça. Andando em meio à multidão, eles foram para um canto da sala, e lá pararam um pouco.

  Acho que devemos proucurar informação! – Ren gritou para Dan, em meio ao barulho da sala.

– Mas como!? – Respondeu Dan, no mesmo tom.

Renom apontou para uma porta num segundo andar a direita da sala. – Venha comigo, e tente não ser esmagado! – Brincou Ren.

Fazendo o possível para atravessar o meio da multidão, os dois seguiram até a escada lateral, que levava até a porta. Seguiram por um extenso corredor cheio de belas portas, todas trancadas. Foram até o fim dele, e novamente subiram uma escada em espiral. No segundo andar, havia uma nica porta dupla marrom, com dois batedores, emoldurados com duas cabeças metálicas de lobos prateados. Dan ergueu a mão para tocá-los, quando foi surpreendido quando um deles se moveu, murmurando algo como “não ouse”.

– Quem deseja convocar o grande Aasir, chefe dos Guardas Reais? – O batedor murmurou, com uma voz grave.

Ren aproximou-se do batedor falante e respondeu:

– Eu, Renom, o alquimista-chefe de Al-Quaêrun, o convoco.

O batedor se tornou imóvel novamente.

– Isso... Isso fala? – Gaguejou Dan.

Ren riu. – Você ainda não se acostumou? Quase tudo aqui é mágico!

Ele foi interrompido novamente pelo batedor. Novamente, ele começou a falar com sua voz grave. –  Sua audiência é concedida, alquimista-chefe. Entre.

– Dan, cuidado com as suas palavras. O chefe é extremamente orgulhoso. E sem contar que ele às vezes é um pouco arrogante... Mas tente não argumentar com ele.

            – Se isso foi um “fique calado, Daniel”, eu entendo. – O garoto respondeu com uma risadinha.

 

A porta dupla se abriu lentamente, e os dois entraram. A sala era circular, e as paredes dos três andares eram repletas de livros. Na parede central, um grande vitral colorido iluminava uma lustrosa mesa de madeira negra. No segundo andar, um homem de cabelos prateados consultava um livro. Percebendo a presença dos dois, ele virou-se.

            Ah! Siëlaurtha, Renom!

            Ele colocou o livro na prateleira, e saltou do segundo andar, caindo sobre agachado sobre sobre a mesa. Se reverencie!, murmurou Ren para Daniel. Os dois ficaram agachados em um só joelho.

            Siëlaurtha, Chefe. – Respondeu Ren, se levantando.

            O chefe se sentou sobre a mesa e apontou para Dan. – Quem seria ele, alquimista?

            – Ele é um garoto que eu encontrei no deserto, e algo estranho estava acontecendo. – Ren explicou. – Os Juízes Menores estavam errando! Eu o salvei deles.

            O chefe levantou-se e bateu palmas. – Os Juízes nunca erram. Eu disse NUNCA, Renom. E você ainda me traz um prisioneiro...

            – O garoto não é um prisioneiro. Ele ia ser preso por um crime que não cometeu! Isso não é justo! – Contestou Ren, exclamando e apontando para Dan.

              Mas ainda não entendi o motivo da sua ida ao deserto. Creio que você foi fazer mais uma das suas pesquisas, não? A cada dia parece que você ama a palavra “proibido” cada vez mais.

Ren suspirou e continuou a falar em outra língua. Dan continuava a não entender nada do que eles falavam, e piorando quando eles começaram a falar em outro dialeto, e decidiu ficar quieto em seu lugar, analizando a maravilhosa sala do chefe dos guardas reais. Depois, o chefe suspirou, e fez um sinal para que Ren parasse.

            – Sem mais delongas, eu gostaria de saber o por quê de sua visita, alquimista-chefe. – Perguntou o chefe a Renom, sentando-se novamente sobre a mesa.

            – Respostas, chefe. Respostas.

            Então, Ren explicou em poucas palavras o que havia ocorrido, desde como Dan havia chegado ao reino até a rajada de luz vermelha.

            – Isso pode significar que...

            – É extremamente óbvio. Com um rompimento da lei suprema, logo se deduz...

– O rei está morto. – Continuou Ren.

            Dan ficou boquiaberto. “Mal cheguei e já houve um assasinato!”, pensou ele alarmado.

            – E possivelmente o trono foi tomado. – O chefe franziu a testa e suspirou. – E para completar, não há registro de nenhum sobrevivente no castelo, exceto o assasino.

            Ren colocou uma das mãos sobre a boca, sobressaltado. – Nenhum sobrevivente!?

            – Mas ainda há uma esperança. – O chefe movimentou uma das mãos, e do nada ele sacou um pergaminho escrito em vermelho. – E por isso, te confiarei uma missão, alquimista.



Té mais.

terça-feira, 3 de março de 2009

Nono Capítulo.

Siëlaurtha.

Demorou, mas chegou. xD

Ultimamente, a escola tá hiper-super-mega-pesada, então tô ficando sem tempo pro TLG, mas meus leitores nom tem nada a ver com isso, eu sei. Por isso, aqui está o IX!

- Resuminho do Capítulo*: Dan e Renom saem por um tour na cidade real do deserto, e algo de muito estranho acontece. Leia e descubra! ;D

Capítulo IX ~


Dan juntou suas coisas na mochila novamente, e a colocou nas costas. Ren abriu a porta, e fez um sinal para que o garoto passase. Rapidamente, o alquimista trancou a porta, e eles saíram. O céu, que alguns minutos atrás continha um brilhante sol, agora continha nuvens cinzas carregadas. Ren olhou para Daniel.
– Ainda quer ir a templo? Olha só para o céu...
– Isso não importa, Ren. Prefiro isso a aquele sol...
Os dois riram juntos. Eles continuaram pela a rua onde Renom morava, e passando por alguns becos, chegaram a uma grande escadaria. Aquele era o caminho mais rápido ao templo, afinal, o outro era, simplismente, seguir todas as ruas circulares da cidade, até o topo.

A escadaria era uma íngrime subida até o templo do deserto. Dan e Ren subiam sem parar os degraus marrons de pedra, sem fôlego. Minutos depois, ao topo, um caminho longo caminho plano revelou-se. Daniel agachou-se, e pensou, tentando tomar um ar. “Finalmente.” Era algo impressionante a vista dalí. O garoto virou-se, e apreciou a cidade do alto.
– É tão bonito...
Ren juntou-se a ele. – Sim... Eu vinha muito aqui quando era criança – Mas não me lembrava o quão era bonito.
A chuva agora começava a cair. Dan levantou-se, assustado, e perguntou: – É costumeiro chover aqui, no deserto?
– Não é tão comum, mas a chuva, quando ela vem, chove muito forte... – Explicou ele. – E melhor nos apressármos.

O plano caminho, feito das mesmas pedras da escada, levava até a entrada do grande templo imponente. Dan e Renom começaram a correr, antes que a chuva aumentasse. No meio do caminho, o garoto parou. Uma gigantesca ponte completava o caminho ao templo. Abaixo dela, podia se ver toda a cidade. O garoto agora contemplava o lugar, maravilhado e ao mesmo tempo, assustado. “Se alguém cair daqui, com certeza, já era”, pensou ele. Ren chamou o garoto com um sinal. A chuva havia aumentado. Agora, os dois se encontravam na grande porta do templo, que estava aberta, e guardada por dois soldados.

Os dois adentraram no lugar. Dan ficou boquiaberto com toda a decoração, que ia dos tapetes, no chão, até a maravilhosa cúpula alaranjada. Havia muita gente no lugar; Algumas rezavam perto de estátuas feitas de pedra escura e suja de cera, outras meditavam sobre os belos tapetes e algumas mulheres dançavam entre a fumaça colorida dos incensos. Dan e Ren andaram até o exato meio do templo, onde uma bela estátua de algum tipo de deus de oito braços estava, com quatro braços apontando para o céu, enquanto os outros quatro apontavam na direção oposta.
– Dizem que essa estátua foi abençoada pelos próprios Deuses, e até já serviu de oráculo. – Explicou Ren. – E alguns contam que ela serve para proteger a cidade, e alertar algo muito ruim. Ela é chamada de Estrela da Meia-Noite, e contam que ela foi feita em um pedaço de estrela cadente.
– Interessante.
– ... E existem apenas mais outras três cidades supersticiosas como essa, que estão espalhadas pelo Reino nos templos, em torno da Capital. – Continuou o alquimista.
Dan sorriu. – Você dá um bom guia turístico, Ren.
Ele retribuiu com outro sorriso. – Vamos até a câmara do trono?
Tal oferta era um pouco de ser recusada por Dan. Os dois andaram até uma bela porta sobre um grande arco, ao fundo do templo circular. Ren olhou para os lados, em busca de algum guarda. Não havia nenhum. Furtivamente, ele abriu a porta, e fez um sinal para que Dan entrasse, rápido. Então, os dois estavam num lugar bem menor que a sala central do templo, cheia de água numa piscina rasa, com apenas um largo corredor que cortava o lugar, levando até um grande trono feito de pedra negra.
– Esse lugar já foi um palácio, há muito tempo atrás.
Dan olhou para as piscinas com flores alaranjadas, que flutuavam na água, e lembravam lótus. O garoto olhou para a água verde e límpida, e perguntou:
– Mas qual a função da água?
– A água é o diamante do deserto. Os antigos desse lugar a veneravam, e poucos a tinham. Sem contar que era extremamente difícil encontrá-la aqui. – Explicou Ren.
Dan franziu a testa. “De onde eu vim, temos água de sobra... Por enquanto”, pensou ele. Ele seguiu até o trono, e analizou algumas das estranhas inscrições nele. – Por que entramos aqui escondido, Ren? – Perguntou ele, rindo.
– É proibido. – Ele parou. – Talvez seja melhor sairmos daqui, não? Você já viu tudo que devia ver. Vamos.
Eles passaram sobre a mesma porta de onde vieram. Tudo parecia a mesma coisa, exceto pela estranha fumaça dos incensos, que ao invés de seguirem os movimentos das mulheres que dançavam, agora giravam em torno da estranha estátua do centro da sala. Então, a fumaça entro pelos estranhos olhos da figura, e ela começou a se mover. Seus oitos braços agora dançavam, fazendo estranhos movimentos. Todos pararam para observar aquilo; alguns com expressões surpresas, enquanto outros começavam a se desesperar. De repente, os braços pararam, apontando todos para cima. As palmas começaram a brilhar, e segundos depois, uma rajada de luz vermelha foi lançada contra o domo espelhado do templo.
– Isso não é bom... – Disse Ren, franzindo o cenho. – Temos que sair daqui, rápido...
Dan agora estava confuso com toda o alvoroço que a estátua havia formado. Ele apenas sentiu ser puxado pelo braço por Ren, que agora o fazia correr do lugar.
– Temos que fugir! – Gritou Ren.
– Fugir para onde? E por que?
Ren parou, e olhou o turbilhão vermelho lançado ao céu.
– Essa luz... Algo de muito ruim aconteçeu...

P.S.: * O resuminho logo deve sumir das postagens, faz mal para aqueles que têm preguiça de ler... (Graças a um certo Mateus Biscoito...) u_________u