domingo, 15 de fevereiro de 2009

Oitavo = VIII.

Siëlaurtha.

Aqui temos o VIII. Divirtam-se. ;D

- Resuminho do Capítulo: Dan chega a cidade real do deserto, Al-quaêrun, e descobre um pouco mais sobre o pergaminho que ganhou do velho bibliotecário no hospital, Aod.

Capítulo VIII ~

Imponete, a cidade era circundada por uma grande muralha, que a protegia do deserto. Ela parecia ter sido construída sobre um monte, já que as habitações subiam, rodeando algo parecido com um palácio. Dan maravilhou-se com tal beleza, mas ele ainda tinha suas dúvidas. Virou-se para Ren, e soltou uma pergunta.
– Como uma cidade dessa pode estar no meio de um deserto?
Ren sorriu.
–Bonita, não? É uma das primeiras, desde a criação deste mundo.– Explicou Renom, apontando para a cidade. – No centro dela, fica o templo do deserto. Levo-te lá, se quiser.
Dan saltou de felicidade. – É claro que eu quero ir, Ren!

Ao fim da ponte, um imenso portão de ferro bloqueava a passagem para dentro da cidade. Várias pessoas se encontravam numa fila, esperando para entrar na cidade. Mediando quem entrava ou não, dois guardas abriam e fechavam o pesado portão. Dan olhou para Ren, apreensivo.
– Não me diga que a gente tem que enfrentar fila pra entrar? – Murmurou ele, seguido de um longo suspiro.
O alquimista parou e começou a rir. – Venha comigo e veja.

Os dois seguiram, ignorando a fila. Eles pararam na frente dos guardas, e de dentro de sua túnica, sacou uma medalha dourada. Em resposta, os guardas disseram algo como “Alqumista-Chefe”, e se ajoelharam. Dan fez uma cara de espanto quando eles se levantaram e abriram os portões. Dan e Renom passaram, ouvindo apenas as vaias das pessoas na espera.
– Ainda não entendi como você faz isso. – Dan contiunuava boquiaberto.
– Ser o Alquimista-chefe de Al-Quaêrun tem seus privelégios... – Disse ele, soltando uma longa gargalhada.

Por dentro, a cidade não era tão bela quanto parecia. O chão era feito de pequenas e arredondadas pedras marrons, formando um largo corredor. O lugar se encontrava cheio de gente e animais. O lugar era de um cheiro entre o fétido e o mal-cheiroso. A sujeira misturava seu odor com o cheiro das pessoas e animais, adicionada com o aroma dos perfumes e tempeiros. Dan e Ren adentraram em toda aquela bagunça.
– Onde estamos? – Daniel perguntou, tentando não esbarrar em ninguém.
– No mercado baixo da cidade. Não se preocupe com o cheiro, passa rápido. – Ren respondeu a pergunta, sorrindo.
Pela primeira vez, Dan havia reparado no sorriso de Ren. O garoto ficou um pouco tonto, por um instante viu tudo girar, e parou.
– Está tudo bem, Daniel? – Ren parou, observando Dan.
O garoto respirou fundo, e voltou a caminhar.
– Tá tudo bem, Ren. Não se preocupe comigo. Deve ser o calor.
– Talvez você precise descansar. O calor do deserto para aqueles que não estão acostumados pode ser pesado. Te levarei até minha casa.
Saindo de todo aquele tumulto, seguindo mais um pouco o mercado, os dois chegaram num lugar mais isolado, sem tumulto e com algumas lojas reservadas. Ao lado de uma, cujo nome Dan não conseguiu ler, devido aos estranhos caracteres, estava a casa de Ren.
– Bem vindo á minha simples casa. – Ele apontou para a loja. – Essa é minha simples loja de poções.
Sacando um pesado molho de chaves, ele abriu uma simples porta de madeira negra a sua frente. Abrindo-a, ele revelou a falta de organização do alquimista. Na sala de entrada, havia algumas almofadas no chão, e ao centro, um belo tapete. Jogados, haviam vários livros e pegaminhos sobre a sala. Nos cantos da sala, fornos ferviam estranhos vidros a fogo alto, e tubos com líquidos burbulhantes. Ren pegou alguns dos pergaminhos e livros, e apontou para o aconchegante tapete.
– Sente-se, Daniel. Buscarei algo que te fará bem.
Ren saiu por um corredor anexo a sala, e por lá desapareçeu. Dan tirou da mochila o pergaminho que havia ganhado de Aod. Os caracteres, escritos verticalmente, brilharavam com o toque do garoto. Magicamente, as runas se tornaram caracteres legíveis.“Eu consigo entender isso!”, pensou ele, eufórico. O antigo pergaminho descrevia como usar o poder básico dos elementais. Algumas palavras – descrevia o pergaminho –, se pronunciadas em voz alta, poderiam conjurar a magia. Dan abriu a boca para pronunciar uma delas, mas Ren apareceu com um frasco que contia um líquido azul, e entregou-o ao garoto.
– Isso não é venenoso, né? – Perguntou.
– Não... Não é venenoso. – Dan agora virava o conteúdo garganta abaixo. – Se eu quisesse te matar, não te mataria desse jeito.
Ren riu alto quando Dan engasgou com a bebida.
– Brincadeira, Dan! Isso é uma poção, um tipo de líquido restorativo, feito com plantas e frutas.
Dan continuava com a cara de assustado, quando a poção fez efeito. Uma nova força circulou por seu corpo, levando embora todo tipo de cansaço.
– Pelo menos, isso não é veneno. – Respondeu ele.
Renom pegou o pergaminho das mãos do garoto, e o analizou.
– Aprendendo magia? – Perguntou.
– Eu ganhei isso de um velho que eu ajudei. Talvez ajudar os mais velhos realmente dê resultado. – Disse Dan, com uma risadinha.
O alquimista continuava a olhar o pergaminho.
– Essas são magias básicas. Coisas que crianças de 5 anos aprendem na Academia Mágica... Afinal, quantos anos você tem mesmo?
Dan bufou com raiva. – Agora vai ficar me humilhando? Conjure então uma delas!
Ren juntou o dedo indicador e o médio e os apontou para um dos fornos. Ele murmurou:
– Fëir!
A conjuração resultou em duas faíscas. Dan gargalhou, e Ren fechou a cara.
– Agora estamos quites, garoto. – Ren entregou o pergaminho de volta ao dono. Ele suspirou, e continuou. – Esqueça isso, tudo bem? Já que você queria ver o resto da cidade, então o faremos.

^_^

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